Sinto que devo começar uma luta pela minha sobrevivência. E não é exagero ou força de expressão. É bem isso mesmo. Sinto como se a cada dia a minha motivação pela vida diminuisse. Me sinto cansada, sem vontade de fazer nada, de pensar sobre nada. E quando penso nessa situação, meu coração aperta e me sinto culpada. Culpada por tudo. Culpada por não conseguir sair desse círculo vicioso. Me sinto despedaçada, quebrada por dentro, como um grande quebra cabeça. E eu nem sei por onde começar a montar a primeira peça.
Quanto ao Gu, minha relação com ele vai de mal a pior, por minha causa, claro! Estou sem paciência, sem vontade de brincar com ele de nada, qualquer coisa me irrita e eu não sei como lidar com isso. Sei que ele não tem culpa de nada e por isso mesmo me culpo mais ainda. Odeio isso porque amo meu filho. Tudo que sempre quis foi poder brincar com meu filho e ser um exemplo para ele, ajudá-lo a aprender sobre as coisas, me divertir.... Mas não estou conseguindo ser assim, estou me sentindo uma péssima mãe.
Viu? Eu disse que isso não era um manual de instrução. Procuro respostas, procuro ajuda, e preciso disso. E a principal razão disso é meu filho. Ele é minha motivação. Por ele eu sei que não devo desistir da minha vida, não posso, não tenho esse direito. Porque por algum motivo, que eu sinceramente não conheço, tenho perdido a vontade de viver... Estou apenas sobrevivendo e a cada dia reúno o mínimo de forças para continuar, para lutar, lutar por mim, lutar pelo meu filho.
Oi G.!
ResponderExcluirLi seu comentário e vim até aqui pra te mostrar que você tem razão: você não está sozinha! To aqui e no que eu puder te ajudar eu irei!
Vamos começar pelo mais simples? Respira. Nós como bipolares temos que viver um dia de cada vez - uma coisa meio Alcólicos Anônimos mesmo. Temos uma doemça e precisamos lidar com ela da melhor forma possível. Um dia de cada vez.
E a bipolaridade trás uma vantagem - podemos sempre e sem motivo nenhum, acordar num dia melhor. Então aproveitamos os momentos em que conseguimos respirar pra dar uma corrida atrás do prejuizo: marcar médico, rever medicação, ir na terapia, sair com um amigo, dormir até mais tarde. Todas essas coisas podem ajudar você a sair desse sentimento. Mas não se pressione, não se cobre. Até o momento vir mantenha seus remédios e tente passar o dia da melhor forma que puder. E se precisar, da um grito lá no blog ou por e-mail. Eu demoro um pouco mas respondo sempre.
E força por que a unica boa certeza que a bipolaridade te dá é que sim, isso vai passar.
bjs
Di
http://maebipolar.com.br
Olá, G. Gostei muito da maneira como você fala, vai traduzindo meus sentimentos (apesar de eu não ser mãe ainda). É aquela vontadezinha de ficar na cama pra sempre, de se perder em sonhos, enfim. Você sabe bem como é. Mas a gente tem que encontrar algum motivo pra lutar. Força pra nós!
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